Domingo, 31 de Maio de 2009

Não há muitas definições do que é ser adulto.

Temos especialistas em infancia, adolescência, velhice, defensores autorizados, movimentos pró e grandes discursos mas em relação à adultícia nada...

O ser adulto, esgota-se em meia dúzia de ideias feitas; a tal autonomia, a díscutível independência, o sacrossanto sentido de responsabilidade. E então a espontaneidade, a revolta, o radicalismo, as ilusões, as visões românticas do mundo?

Há um critério etário, a assumpção de uma certa maturidade cheia de direitos e deveres.

E então as dúvidas, os medos, as indecisões. Será que um ser adulto é um ser consistente e acabado que não faz ondas, que não produz acontecimentos inquietantes? Será que a adulticía é só, sinónimo de gente crescida?

Não sei se gosto desta normalidade do "Ser adulto", cá para mim ser adulto é outra coisa qualquer...

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 22:38

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Retirando o pequeno circulo em que nos movemos, (família, amigos, conhecidos), para os outros somos invisíveis o tempo todo. Nas decisões que tomamos, na amálgama de opiniões que emitimos, nas relações com as empresas ou serviços onde trabalhamos, somos tão impessoais como toda a gente.

Aqui, enquanto invisíveis digamos assim, podemos ver sem ser vistos, ouvir e opinar sobre o que não nos diz respeito, navegar e entrar em todo lado, sem sermos alvo de nenhum tipo de exposição. Aqui somos todos "perfis", números, com funções absolutamente substituíveis e completamente desconhecidos uns dos outros. O nosso instrumento de medida, são contadores visitas e comentários.

Mas há sempre quem não se conforme com a invisibilidade, quem a encare como desgraça e eleja a visibilidade como valor. Não ter cara, não ter corpo, mesmo sendo herói é inquietante. Daí que sonham, aspiram e lutam por uma visibilidade qualquer, nem que seja por 5 minutos, nem que seja pela negativa, nem que seja inglória e absurda. E o que resulta daqui? visibilidades bizarras, verdadeiras metáforas da pessoa visível em versão invisível. A esses eu gostava de lembrar que existe um fora de nós e um dentro de nós, se o que está por fora e importante, o que está dentro acompanha-nos 24 horas por dia.

Muito mais estranho que navegar para ver e ser visto, é esta curiosa modalidade que alguns têm de se mostrar para nada.

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 22:29

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Fala-se cada vez mais em divórcios.

É certo que as estatisticas crescem assustadoramente mas é certo também, que mesmo nos casos em que o fim trás alivío e comporta a ideia de liberdade, fica sempre um gostinho meio amargo. Aquela sensação de perda, seja da perda de tempo, das pessoas ou bens, de um modo de vida, e até um certo desconforto de falhanço pessoal.

Isto é claro na melhor da hipóteses.

O que contudo é curioso no meio de por vezes tanto lavar de roupa suja, é que se as pessoas se separam, um dia uniram-se, casaram ou juntaram-se. As separações são sem dúvida complexas, mas as uniões não o são menos!

Num tempo em que se defende por princípio o direito de toda a gente à felicidade e ao bem estar, parece ser uma expectativa legitima que todos possam encontrar alguém que amem e por quem possam ser amados. Verifica-se no entanto que não é bem assim. A felicidade trazida de bandeja pelo princípe ou princesa encantada é improvável.

É verdade que há quem se una pelos laços do afecto mas, nem a todos se pode chamar amor. Umas vezes são atracções fatais, paixões despoletadas, outras são sentimentos de conforto e protecção que acalmam mas não emocionam, e por vezes até afinidades avulsas, intlectuais ou estéticas, proximidade geográfica ou física, pressões de familia de amigos. Isto, quando  se desiste do mito romântico "fico com quem posso" e não "com quem quero", simplesmente para não se ficar sózinho. Há inclusive, quem fique com outra pessoa só para provar a si mesmo e aos outros que se é normal, igual a toda a gente. Ora assim sendo, juntam-se as pessoas como podem e sabem e é pois compreensível, que haja uniões que não passem nunca de reuniões, outras que descambam em desuniões e outras ainda, transformam-se em relações, instáveis, insatisfatórias e frustantes. Nesta perspectiva não vale a pena  procurar as razões da separação, quando não se sabe ou se percebe muito bem, o que está por detrás da união.

Isto das relações, efectivamente mudou mas não melhorou. Entre outras coisas.

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 22:27


Há pessoas que adoram apaixonar-se!

Por tudo e por nada, eis que surge uma nova paixão. A propósito disto ou daquilo, vão saltitando e construindo uma filosofia muito própria. é a força, a energia, o impulso que o descobrir alguém lhes trás à vida, o sentido acrescido que cada nova paixão lhes dá, o bom que é ter sempre alguém  para partilhar ideias, programas, vidas, tempo e, o quanto é mau, nocivo, não ter alguém com quem o fazer.

Depois existem os que detestam apaixonar-se. Que fogem a sete pés da paixão, que a encaram como um perigo eminente, sentem um terror mais ou menos encoberto de deixarem de ser o que são, e como são, pela existência de um outro que lhes pede coisas e tem expectativas.Portanto, isto da paixão tanto pode ser, "Fogo que arde sem se ver" como ,"Inferno sem chama nem lava".

Mas, porque ninguém se apaixona quando já está apaixonado, e também, porque na paixão, conta pouco quem o outro é de facto; percebe-se pois que o acto do apaixonamento tem antes de mais que ver com o próprio. Apaixonamo-nos quando somos capazes, quando encontramos alguém que sirva bem o nosso desejo.Para isso é preciso estarmos afectivamente disponíveis mesmo que racionalmente não seja assim. É preciso que tal facto acarte uma certa quantidade e qualidade de sentido, capaz de nos fazer mover. Pode parecer que tal movimento é sempre em direcção ao objecto desejável mas nem sempre assim é. Por vezes o outro, é uma mera referência que está lá. Distante e intocável mas que serve ainda assim para nos investirmos a nós e nos disciplinarmos a ser mais parecidos com o que gostariamos de ser!

Parece complicado não é? mas lá que é eficaz não duvidem.

É que isto de nos apaixonarmos não é uma inevitabilidade como ter sarampo na infância, espinhas na adolescência ou ir envelhecendo um pouco todos os dias.

Muito mais que gostar ou detestar, a paixão acontece se houver  espaço para o imprevisto e para o inesperado.

 

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 01:22

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Hoje apetece-me falar de Amor, porquê? porque sim!

Sim, daquele amor que se completa no envolvimento físico, daquela utopia, quem sabe o santo graal.

Às vezes tenho saudades de acreditar!

Mas é isso que traz a maturidade, conhecimento, não é um finalizar de sonhos não, nem simples cepticismo, é clareza porque, aquela ideia de amor perfeito ou perfeito amor único e só nosso, desaparece com o passar dos anos, com a experiência de vida.

Não nos torna melhores ou piores nem mais ou menos infelizes,  torna-nos só mais lúcidos!

É podes rir Saia Justa, mas hoje apetece-me falar de amor!

Apetece-me recordar  aquele tempo em que ouvir " amo-te" era uma verdade sem questionamento,  recordar aquelas certezas todas acerca do darmo-nos de corpo e alma, da entrega, daquele amor sublime e ingénuo, que fazia sublimar os sentidos.

Não acredito em idades para....

Mas aqueles tempos lá, aquela magia, aquele sentir já não voltam. Por vezes dá-me uma certa nostalgia, uma saudade de toda aquela pureza da doçura, do carinho e da paixão que as palavras de amor então representavam. Saudades daquele bater de coração, daquele enlevo da alma, dos sonhos, enfim não propriamente do amor, mas antes da ideia que fazíamos do amor

O amor maduro é mais real, mais credível, menos utópico. É um amor que  realiza que se alimenta e se sustenta da vida real e no dia a dia, mas não tem aquela magia do imaginado!

Hoje gostava de poder dizer "amo-te" com toda aquela candura de outrora. Apetecia-me acreditar como naquela altura....

E antes que perguntes, Não, não fiquei fechada no elevador!

Hoje deu-me para isto vá-se lá saber.

Será sintomas de gripe A...

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 11:28

Domingo, 17 de Maio de 2009

Sexo,sexo,sexo....

É impressionante ver aqui na Net tantas considerações, teorias e práticas acerca do sexo. Há por aqui escritas e blogs que fazem corar as pedras da calçada!

Nada contra, e ainda bem que existe liberdade de expressão mas afinal que é que tudo isto reflecte? Será que as pessoas realmente se libertaram dos tabus, das regras, das convenções? ou será que a liberdade de falar e escrever sobre determinados assuntos, é só porque tudo se processa no anonimato? Até que ponto no dia a dia  toda esta gente gente faz e pratica o que afirma aqui?

Tudo bem que as mulheres se libertaram, hoje em dia têm acesso à informação ao conhecimento, têm uma palavra a dizer e têm liberdade de fazer e ser o que quiserem, mas será que um pouco de mistério não será muito mais estimulante para uma relação que toda esta banalização que se vê por aqui?

Há mulheres que fazem questão de afirmar que são como um livro aberto, que querem, podem e fazem, pouco deixando ao imaginário à descoberta. É assim  e de outra maneira está fora de questão!

Tudo bem, são opções mas eu continuo a achar que um pouco de mistério, é muito mais afrodisíaco. Um livro fechado tem mais fantasia, não se sabe à partida o que contém, o que encerra, é um mundo a descobrir a explorar.

Sendo um salto no desconhecido, comporta riscos mas viver sem riscos não tem piada nenhuma. Não tem adrenalina, emoção, descoberta, prazer. Quem fala de mulheres fala de homens!

Eu gosto de livros fechados. Gosto de coisas que me surpreendam que me estimulem, que me dêm luta, gosto de àguas profundas!

Posso até descobrir que afinal, tudo ficou muito aquém do imaginado, é um risco, mas eu gosto de correr riscos!

 

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 23:37

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Homens! Porra será que não poderá existir uma amizade masculina genuína?

Aquele prazer inocente e desinteressado de estar junto, aquele abraço espontâneo, aquele falar de todas as coisas como se fosse com nós mesmos. Porque é que eles não apreciam tão só o nosso lado inteligente, o nosso conteúdo cultural/intelectual e humano? Há homens fascinantes, com quem adoro conversar, discutir pontos de vista, tendências, opiniões, sonhos mas depois, terá que haver sempre a componente física, a tal da amizade colorida nem que seja para ver se cola? Será que o termo " amiga " para eles significa simplesmente a tal que ainda não desistiram de levar para a cama? Raios os partam....

Há amizade genuína e verdadeira entre mulheres, eu  acredito e aliás sei disso, embora nos tempos que correm o que há mais é competição e rivalidade.

Para a grande maioria o homem limita-se a ser um isco, um troféu, as mulheres competem e rivalizam entre si não por eles mas entre elas, o que mais se vê por aí são beijinhos com farpas....

Agora elas são competitivas e falsas, até podem ser amigas se não houver homem no meio e eles são o quê?? Interesseiros, dissimulados, falsos,  podres, burros....

Raios os partam mesmo!!!

 

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 11:45

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Há coisas que não entendo mesmo. Acho que nem que pintasse o cabelo de preto!

Primeiro, amam-se com impetuosidade animal; possuem-se num ritmo fluido, pele quente em consonância, devoram-se e alimentam-se de  paixões correspondidas.

Estão perdidamente apaixonados, fazem planos para fundar um lar tradicional, formar uma familía, encaixam-se  como peças de um puzle. Vivem respiram e sonham em conjunto!

Entregam-se um ao outro com as promessas do " Prometo amar-te, respeitar-te, ser-te fiel....blá, blá, blá"

Depois nem sempre as coisas correm bem. Por vezes correm mal, muito mal mesmo, até aí eu entendo.

O que nunca percebi muito bem é porque é que todos os ex-maridos devem ser abatidos como cães! Nem sei se quero perceber!

Ás vezes até que dá jeito assumir que sou loira.

Quanto mais conheço as mulheres, mais gosto dos homens!

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 00:22


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